Imagem do Museu de Sal no Salar de Uyuni Bolivia

Salar de Uyuni – Guia Completo 2019

Apesar da infraestrutura precária, turistas do mundo inteiro têm procurado destinos na Bolívia em função de suas belezas naturais. Ficamos apaixonados pelo pouco que conhecemos, pois as paisagens são simplesmente indescritíveis. Entre elas, um dos principais destaques é o Salar de Uyuni, no sudoeste do país. Em nossa viagem pela região, tiramos tantas fotos maravilhosas que nem tínhamos vontade escrever sobre a experiência. Se é verdade que uma imagem vale mais que mil palavras, tivemos vontade deixar que as fotos falassem por nós.

Imagem do Amanhecer no Salar de Uyuni Bolivia
Amanhecer no Salar

Índice


Os cenários, especialmente durante o amanhecer e o pôr do sol, ficam surreais de tão bonitos. Durante o verão, é como se não houvesse separação entre o céu e o salar, formando uma estrutura única. Uma das experiências mais incríveis que já vivenciamos, fazendo valer cada minutinho de perrengue para chegar até lá. Abaixo contaremos em detalhes esta parte da viagem.

Imagem do Pôr do Sol no Salar de Uyuni
Pôr do Sol no Salar de Uyuni

Maior deserto de sal do mundo, está localizado nos departamentos de Potosí e Oruro, a 3.650m de altitude. Foi formado pela evaporação de lagos salgados pré-históricos, que em algum momento foram braços do oceano. Com o levantamento da Cordilheira dos Andes, formou-se uma barreira natural entre o Oceano Pacífico e o altiplano, não tendo como escoar.

O Salar de Uyuni possui a maior reserva de lítio do mundo. Seu solo é uma mistura de água salgada com sedimentos deste e outros minerais, como magnésio, potássio e sódio. A estimativa é que contenha mais de 60 bilhões de toneladas de sal, também a maior reserva do planeta. Infelizmente, sabemos que a exploração destas riquezas pode comprometer o local no futuro.

Foto do Amanhecer no Salar de Uyuni na Bolivia
Amanhecer no Salar

Sua área atual é de inacreditáveis 12.000 km2. Como referência, a Grande São Paulo, com 39 municípios e mais de 21 milhões de habitantes, possui uma área de 8.000km2. Por sua extensão e características, o reflexo do salar pode ser avistado até a partir da lua.

Em nossa visita à região, nos surpreendemos com a grande quantidade de franceses, alemães e principalmente chineses. Como podem imaginar, há muitos brasileiros também, mas em menor quantidade que esperávamos.

Imagem da golden hour no Salar de Uyuni
Golden Hour no Salar

Quando ir ao Salar de Uyuni

A resposta dependerá muito de qual a sua expectativa em relação ao salar. Em termos de temperaturas, há muitas oscilações ao longo do ano. Em média, o verão traz mínimas de 5oC e máximas em torno dos 20oC, enquanto o inverno fica entre -10oC e 11oC. Independente de quando for, precisará estar bem agasalhado e preparado para ventos cortantes.

Durante o verão, entre dezembro e março, as chuvas alagam o salar e criam um espelho com alguns centímetros de água, refletindo tudo a sua volta. É uma época em que as paisagens ficam perfeitas e as fotos incríveis. De negativo, você pode pegar chuvas e neve (sim, muita neve!) durante o trajeto. Passamos por esta experiência e deixamos de ver alguns pontos turísticos importantes pelo caminho.

Em função disso, muitos dizem que o melhor é ir durante o inverno. Porém, esta época representa temperaturas negativas e seca, o que significa não haver o efeito espelhado. O salar seco forma vários hexágonos no chão e não há a famosa (e desejada) ilusão de ótica. Fica bonito também, mas nós nos decepcionaríamos. A maioria das fotos maravilhosas que vemos da região, incluindo as que ilustram este post, foram tiradas durante o verão.

Foto da Nevasca no primeiro dia de viagem ao salar de uyuni
Nevasca no 1o dia de trajeto

Consultamos várias pessoas ligadas ao turismo local para saber sua opinião a este respeito. Os guias dizem que a melhor época para visitar o salar é entre fevereiro e abril. Temperaturas mais amenas, menos turistas e água na medida certa para encontrar o efeito espelhado. Já a área de turismo boliviano sugere entre maio e outubro, para evitar a possibilidade de chuvas. Nossa experiência? Fomos no verão e voltaríamos no mesmo período, sem sombra de dúvida.

Imagem do Salar de Uyuni onde nao se vê seu fim
Salar de Uyuni em Fevereiro 2019

Como Ir ao Salar de Uyuni

Pela localização e facilidade, a melhor forma de explorar ao máximo a região é combinar a viagem ao Salar de Uyuni com o Deserto do Atacama. Faz muito sentido, tanto pela proximidade quanto pela incrível beleza natural que o trajeto entre as duas regiões oferece.

Você pode começar por Uyuni e terminar no Atacama ou fazer o inverso. Estes passeios têm duração de 3 dias, mas caso prefira regressar ao local de origem deve considerar um quarto dia ao tour. Nós começamos e finalizamos por San Pedro do Atacama e relataremos os passeios na ordem realizada. Lembre-se que, se fizer a partir de Uyuni, os pontos turísticos estarão na ordem inversa.

Há vários tours a partir de San Pedro ou de Uyuni, através de agências de receptivo. Importante saber que, mesmo que contrate a partir das agências chilenas, os passeios serão obrigatoriamente realizados através de operadoras locais. Isto é uma determinação do governo boliviano e não há como escapar.

Imagem em perspectiva de um fotografo e pessoas distantes no salar de uyuni
Tradicionais fotomontagens no Salar

A maioria dos passeios têm poucas diferenças entre si, mas é preciso estar atento a alguns pontos importantes. Não diferem muito em roteiros, alimentação e valores. Já o atendimento, os hostels oferecidos durante o trajeto e a condição dos veículos, estes sim, farão a diferença em seu passeio. Conhecemos pessoas que ficaram em acomodações compartilhadas, sem energia elétrica e duchas frias. Tome muito cuidado com isso ao optar pela agência.

Caso você tenha pouco tempo, não esteja disposto ao risco de acomodações precárias ou queira conhecer apenas o salar, há uma outra alternativa. A cidade de Uyuni possui um pequeno aeroporto, apenas para voos regionais. Como a partir de La Paz são menos de 500km, representa um voo de aproximadamente 1h a partir da capital boliviana.

Como não ir ao Salar de Uyuni

Vamos contar um pouco do que descobrimos com nossa recente experiência. Conhecemos o salar durante a Expedição Cone Sul, com o apoio da Mitsubishi Motors. Nossa intenção era chegar ao maior deserto de sal do mundo a bordo do Pajero, seguindo guias locais. A poucos dias da viagem, fomos surpreendidos com a notícia de que o seguro não cobriria nossa entrada na Bolívia.

Ficamos frustrados, porque tínhamos o sonho de fotografar o carro naqueles cenários sensacionais. Buscamos mais informações para entender as restrições e, para nossa surpresa, o próprio Consulado Brasileiro recomenda evitar a ida à Bolívia com carro próprio.

Isto porque há uma lei boliviana autorizando que veículos apreendidos por irregularidades na documentação sejam leiloados quase que imediatamente. Caso um policial rodoviário apreenda seu carro alegando qualquer tipo de problema, real ou não, pode encaminhá-lo para leilão. Quem adquirir será o novo proprietário legalmente, e nada poderá ser feito contra isso. Fica fácil entender porque as seguradoras não cobrem a entrada de veículos brasileiros na Bolívia. Logo, não vá com um carro próprio ao país, a menos que queira arcar sozinho com este grande risco.

Importantíssimo lembrar que uma viagem para a Bolívia requer certos cuidados com sua saúde e bagagem. Tanto pela altitude ou trajeto e terreno, quanto pela alimentação. Neste caso, considere contratar um Seguro Viagem, pois qualquer incidente poderá lhe dar uma despesa não planejada. Neste outro post, explicamos mais detalhes sobre a importância de um seguro viagem. Faça agora a simulação do valor do seu seguro viagem e veja que sua tranquilidade custará menos do que imagina.


Além disto, o trajeto é realizado por caminhos sem pavimentação, sinalização e postos de gasolina. Os motoristas responsáveis pelo tour são locais e têm anos de experiência. Não há sinal de GSM e passamos por trajetos com neve, cruzamos rios e muitos caminhos esburacados. Como diz o Adriano, o Pajero certamente conseguiria vencer estes desafios, mas ele, como motorista, não estaria preparado. E, apenas como curiosidade, os postos de gasolina cobram preços diferenciados a carros de outros países. O valor oscila entre duas e três vezes mais que o praticado para os carros nacionais.

Também não recomendamos ir de ônibus de turismo. A partir de San Pedro, levam o dia todo no trajeto, sem passar pelas belíssimas atrações do caminho. Uma enorme oportunidade desperdiçada por pouca diferença em termos de despesas.


Como escolher o melhor tour e agência para te levar ao Salar

A melhor escolha dependerá do seu estilo de viagem, expectativas e disponibilidade financeira. Mas sim, no trajeto entre Atacama e Uyuni você vai se deparar com ambientes muito rústicos. Isto vale para acomodações, restaurantes e principalmente banheiros. Caso tenha muitas restrições quanto a isto, sugerimos ir de avião e visitar apenas a região do salar.  Mas se por um lado significaria abandonar os perrengues do trajeto, por outro deixará de conhecer algumas das paisagens mais incríveis do mundo! Escolhas e renúncias…

Imagem da Laguna Negra no Sul da Bolívia
Laguna Negra

Outra opção é recorrer a tours exclusivos, que contam com carros e acomodações mais sofisticados. Entretanto, o custo deste tipo de passeio chega a 10 vezes os convencionais. Caso você não tenha limitações financeiras, pode ser uma alternativa interessante.

Nós recomendamos uma alternativa intermediária, que foi a nossa escolha. Fechamos um tour tradicional, apenas incluindo suítes privativas nos hostels por um adicional bem justo. Após muita pesquisa e o apoio do João Leiva, um guia brasileiro que atua há anos na região, fechamos com a Turismo Caur e ficamos muito satisfeitos com a experiência. Atuam em San Pedro do Atacama há mais de 10 anos e oferecem os principais passeios pela região. Profissionalismo, bom atendimento e compromisso com a segurança foram os diferenciais que influenciaram nossa escolha.

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O que você deve saber antes de ir ao Salar de Uyuni

Este subtítulo poderia ser: Perrengues no Salar de Uyuni: fatos e lendas.  Nossa opinião? Arme-se com seu melhor espírito de aventura e vá! Como mencionamos, a estrutura turística e as condições de higiene nesta região da Bolívia deixam a desejar. Isto é sentido principalmente durante o trajeto entre o Atacama e Uyuni.

Ao longo de todo o caminho, usamos alguns banheiros em condições precárias. Como há muita limitação de saneamento naquela área, a maioria estava suja, sem papel higiênico e sem água. Isso quer dizer que não era possível dar descarga, nem lavar as mãos. Neste passeio, mais que em qualquer outro, usamos muitos pacotes de lencinhos umedecidos e álcool gel, que levamos sempre em nossas viagens.

Além da infraestrutura deficitária, o frio e o vento são desafios adicionais. Há ainda a possibilidade de sofrer com o soroche, ou mal da altitude. A maioria dos passeios ocorrem em altitudes muito elevadas, entre 4.000m e 5.000m. O ar rarefeito pode causar falta de ar, dor de cabeça, enjoo e tonturas. A melhor forma de evitar o mal-estar é manter-se hidratado, então carregue sempre uma garrafa com água fresca. Também recomenda-se tomar chá de coca ou mascar a folha para amenizar os efeitos da altitude no corpo, assim como evitar carne vermelha e bebidas alcoólicas. Novamente, nossa recomendação para que contrate um Seguro Viagem.

Imagem do Altímetro no caminho para o Salar do Uyuni

Saiba ainda que ficará este período todo sem sinal de dados e voz. Avise seus amigos e familiares, relaxe e aproveite o passeio desconectado. Como fazemos muitas road trips, usamos o Spot, um serviço de rastreamento por satélites. Se você também curte viagens junto à natureza, pode ser uma excelente alternativa.


Moeda da Bolívia

A moeda nacional é o Boliviano ($b), que precisará ter em espécie para pagar algumas despesas extras desde o início do passeio. Informe-se com a agência sobre quanto orientam levar por pessoa, de acordo com seu roteiro e possíveis gastos adicionais. O normal é sugerirem entre $b250 e $b300. Reserve também dinheiro para compras de souvenirs, caso tenha interesse. Como referência, em fevereiro de 2019 estava $b1 = R$ 0,53, já em maio $b1= R$ 0,58.


Roteiro de 4 dias para o Salar de Uyuni

Primeiro dia a caminho do Salar

Você sairá de San Pedro cedo, entre 7h e 7:30h. Este horário é padrão, independente da agência ou tamanho do seu grupo. O pessoal da Turismo Caur foi nos buscar no hotel, com uma van grande, nova e confortável. Este foi outro diferencial: muitas agências pedem que você vá a seu escritório ou ponto de encontro.

Você será orientado a levar uma garrafa de 5l/6l de água para cada pessoa, a ser consumido nos 4 dias de passeio. Recomendamos também levar uma garrafinha térmica com água fresca e mantê-la com você. Apesar dos tours incluírem café da manhã, almoço e jantar, é bom ter salgadinhos ou biscoitos para comer durante a viagem. Infelizmente, não é permitido cruzar a fronteira com frutas frescas.

Após um trajeto tranquilo de uns 50 minutos, você chegará à fronteira com a Bolívia. Vá bem agasalhado: pela altitude, pegará temperaturas baixas na região. Casaco corta vento, gorro, cachecol e luvas são essenciais em qualquer época do ano. Esteja preparado para o efeito cebola, com várias camadas de roupa para enfrentar as oscilações.

Dependendo da estação em que for, será necessário cuidado com os calçados também. Como pegamos chuva e neve, vimos algumas pessoas sofrendo por estarem de tênis ou sapatos fechados comuns. Nossas botas de trekking, velhinhas de guerra, mais uma vez aguentaram bem o tranco. Não são bonitas, mas resistentes e extremamente funcionais neste tipo de viagem. 


Imigração do Chile para a Bolívia

Para cruzar a fronteira, é requerida a mesma documentação dos demais países da América do Sul. Tenha em mãos RG válido, emitido há menos de 10 anos, ou passaporte. Lembre de levar também o PDI, documento emitido ao entrar no país, na passagem pela Policia de Investigaciones de Chile. Ele será retido na saída e, caso volte ao Atacama, receberá um novo documento.

No Complejo Hito Cajón, divisa entre os países neste ponto, o processo de saída do Chile é rápido. É realizado em um espaço amplo, fechado e bem organizado. Como os passeios de todas as agências saem no mesmo horário, há bastante movimento na fronteira pela manhã. Os passageiros saem das vans ou ônibus, já dentro de um ambiente coberto, para passar individualmente pelo procedimento.

Imagem do complexo fronteiriço do Chile
Imigrição do Chile

Você perceberá o abismo em termos de estrutura entre os dois países desde o primeiro contato. Aos pés do Licancabur, mesmo vulcão que avistamos a partir de San Pedro, o controle migratório é realizado em um minúsculo escritório. Semelhante a um container, comporta apenas duas pequenas mesas. É o mesmo para entrada e saída do país, gerando filas cruéis ao ar livre, sempre com muito vento e frio.

Imagem do Posto de imigração da Bolívia
Imigração da Bolívia

 

Após passar pela imigração da Bolívia, você será apresentado a seu guia boliviano e trocará de carro para um 4×4 adaptado. Os grupos são divididos em até 6 pessoas e as bagagens seguem no rack de teto dos carros, cobertas por um plástico resistente. Em nosso caso, pegamos um excelente motorista. Apesar de falar pouco, aos poucos nos deixou seguros quanto a sua habilidade ao volante e conhecimento da região. Acredite, isso faz toda a diferença, principalmente se pegar um clima desfavorável, como ocorreu conosco.

Os motoristas de todas as agências são orientados a tocarem músicas típicas bolivianas durante o passeio. Tivemos esta experiência e conversamos com vários passageiros de outros grupos, que relataram o mesmo. Logo, se você não gosta do estilo, faça como nós: levamos fones e um playlist com nossas músicas preferidas no celular. Lembre-se que passará a maior parte dos 3 ou 4 dias dentro do carro.

O trajeto do primeiro dia em direção a Uyuni reserva várias paisagens deslumbrantes aos visitantes. Entretanto, fomos em fevereiro, durante o inverno altiplânico, e o tempo nos surpreendeu de forma negativa. Pegamos muita neve, a ponto de não enxergarmos o caminho. Apesar disto, alguns brasileiros em outros grupos comemoraram por nunca terem presenciado a paisagem coberta pelos flocos branquinhos.

Foi uma pena, pois as lagunas do caminho são lindas e em algumas sequer descemos do carro. Por isto, as fotos que ilustram estas atrações foram cedidas pela Turismo Caur, pois as nossas não ficaram boas, infelizmente. Ainda assim, voltaríamos à região durante o verão, como comentamos.


Reserva Nacional da Fauna Andina Eduardo Avaroa (ou Abaroa)

A poucos minutos da fronteira com o Chile, você passará pela portaria do parque nacional.  A Reserva Nacional da Fauna Andina Eduardo Avaroa possui quase 715.000 hectares e é a área de proteção mais visitada no país. Abriga alguns tesouros naturais imperdíveis, situados entre 4.200m e 5.400m de altitude. Os ingressos para o parque são pagos à parte e em dinheiro, a $b150 por pessoa. Guarde bem os tíquetes de entrada, pois serão solicitados ao sair da reserva. Aproveite para usar os banheiros do local, um dos últimos em boas condições que provavelmente verá nos próximos dias.

A beleza exuberante da região surpreende e encanta visitantes de todo o mundo. Há lagoas de diversas colorações, formações rochosas impressionantes, fontes termais e várias espécies de pássaros, especialmente flamingos. Há também erupções vulcânicas ativas, o que gera comparações com o Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos. Ambos os parques possuem uma beleza incrível, mas particularmente não encontramos muitas semelhanças.


Lagunas Blanca e Verde

A primeira parada, já dentro da reserva, será nas Lagunas Blanca e Verde. De uma beleza impressionante, será um prenúncio de tudo o que virá pela frente. A Laguna Blanca, com aproximadamente 5,5km de largura, deve sua coloração à alta concentração de minerais, principalmente bórax. De tão clara, chega a parecer prateada nos dias de sol.

A poucos metros, a Laguna Verde é menor, mas tão bonita quanto sua vizinha. Rica em arsênio, cobre e outros minerais, seu tom esverdeado deve-se à oxidação do cobre. Por este motivo, é tóxica e não possui vida alguma em suas águas ou proximidades. Quando não há vento, forma um espelho perfeito, refletindo o vulcão Licancabur ao fundo. Apesar do melhor horário ser por volta das 14h, quando a luz proporciona um visual incrível, você provavelmente chegará no meio da manhã.

Foto da Laguna Verde a caminho do Salar de Uyuni
Laguna Verde

Desierto de Dalí

Não sabemos ao certo se o mais famoso pintor surrealista realmente esteve naquele pedacinho do mundo, como dizem os bolivianos. Mas a verdade é que o cenário, com pedras estrategicamente alocadas nas dunas áridas e avermelhadas lembra mesmo alguns de seus quadros.

Foto do Deserto de Dali no sul da Bolívia
Desierto de Dali

Aguas Termales de Polques

Um dos pontos mais esperados pelos corajosos, as termas ficam a quase 5.000m de altitude. As águas das duas piscinas termais chegam a 30oC, mas a sensação térmica do lado de fora exige disposição. Nós não encaramos, mas vários visitantes curtem muito alguns minutos de relaxamento nas águas quentinhas, mesmo encarando muito frio ao sair. As pequenas piscinas estavam cheias quando estivemos na região. Nosso grupo aproveitou a parada para almoçar em um restaurante próximo. A comida foi levada pelo nosso motorista e apenas aquecida no local. Apesar de muito simples, era bem servida, diversa e saborosa.

imagem das Termas de Polques
Termas de Polques

Geyser Sol de Mañana

Próximo às termas, há uma região de muita atividade vulcânica, onde é possível admirar o indescritível contraste entre as águas quentes em contato com o ar frio do exterior. Para quem nunca viu um geyser de perto, esta experiência é imperdível. São poucas as regiões do mundo onde podemos presenciar o fenômeno. Você sentirá um cheiro forte de enxofre, mas faz parte do show. Basta tomar cuidado e não inalar vapor demais.

uma selfie nos geysers sol la mañana
Geysers Sol de Mañana

Laguna Colorada

Um dos cartões postais da região, esta laguna possui coloração avermelhada e um visual de outro mundo! A intensidade da cor oscila de acordo com a incidência de sol, ficando especialmente bonita no amanhecer e pôr do sol. No final do ano, quando milhares de flamingos usam a região para procriação, o cenário fica ainda mais perfeito. Infelizmente, este foi um dos pontos em que sequer pudemos descer do carro.

Foto da Laguna Colorada na Bolivia
Laguna Colorada – Direitos de imagem Turismo Caur

Villa Mar

A primeira noite será no povoado Villa Mar. Nós nos hospedamos em um hostel muito simples, mas limpo, com energia elétrica e banho quente. Foi nossa primeira vez neste tipo de acomodação e foi melhor que esperávamos. Optamos por uma suíte com banheiro privativo, com um custo adicional bem razoável, e sugerimos que faça isto também. Vimos várias pessoas passeando apenas enroladas em toalhas pelos corredores frios do hostel na volta do banho e queixando-se dos companheiros de quarto.


Segundo dia a caminho do Salar

Você sairá do hostel muito cedo, antes de amanhecer, para visitar formações rochosas maravilhosas. Em nosso caso, fomos surpreendidos por um dia incrivelmente bonito, após um dia todo de chuva e neve. Céu azul em contraste perfeito com as esculturas avermelhadas, esculpidas pela chuva e vento. Neste momento, a região nos lembrou os Parques Nacionais Americanos que conhecemos em Utah, em especial o Arches. Se você gosta deste tipo de paisagem, recomendamos incluir os dois lugares urgentemente em sua lista de desejos.

Ao longo do caminho, você verá formações impressionantes nomeadas de acordo com o que os locais visualizaram em seu formato. Copa del Mundo (lembra o formato do atual troféu do torneio), camello petrificado, ciudad de piedra e assim por diante.


Itália Perdida

Visitará também a Itália Perdida, uma área sensacional com imensos paredões e mais formações rochosas avermelhadas. A paisagem em nada lembra o país da bota, mas ficou conhecida desta forma em função de um casal de italianos que se perdeu ao explorar a região.


Laguna Vinto

No caminho, o próximo ponto turístico será a Laguna Vinto. Mais um cenário super fotogênico, na melhor combinação lagoa, vulcões nevados e flamingos. Uma parada rápida, mas que rende lindas fotos.


Laguna Catal

Sua próxima parada será uma das melhores surpresas do caminho, em nossa opinião. Visitará a Laguna Catal, também conhecida como Laguna Negra ou Misteriosa. Há dois pontos de entrada para esta área, uma mais comum e de fácil acesso, outra através de um local semelhante a um pântano. Nós chegamos pela área alagada e recomendamos muito. Sugira a seu motorista, se possível, oferecer este diferencial a você também.

Ao chegar, paramos o carro próximo a uma pequena entrada. Avistamos uma paisagem incrível, sem turista algum além de nosso grupo, algumas lhamas e viscachas. Estes últimos são pequenos roedores da família das chinchilas, típicos da região. Parecem-se com coelhos e são extremamente ágeis.

Após atravessar um caminho de uns 800m, escalamos com facilidade algumas rochas e vimos a famosa lagoa. De cor escura, reflete as formações a sua volta e nos deixa sem palavras para descrever o cenário. Como somos amantes de belezas naturais, ficamos absolutamente encantados com a região! Além das câmeras, subimos o drone e fizermos alguns registros maravilhosos, mas nada que se compare à grandiosidade e energia do lugar.

Segundo nosso motorista, o acesso mais comum é mais simples de atravessar, por onde chegam a maioria dos grupos. Entretanto, adoramos o que vimos e a possibilidade de chegar pelo “caminho menos percorrido”, como diria Robert Frost.


Bosque de Piedra

Outro local que vai encantá-lo e render fotos incríveis. Como o nome sugere, o Bosque de Piedra tem enormes formações rochosas e até alguns arcos. Um local que vai desafiar sua criatividade para identificar formas conhecidas. Permita-se admirar e explorar a região com calma.


Cidade de Uyuni

Você chegará à cidade no final da tarde do segundo dia. Uyuni é maior que os povoados pelos quais passamos, com pequeno comércio, casa de câmbio, posto de gasolina e banco. A maioria das ruas não é asfaltada e, quando visitamos, estavam alagadas pelas fortes chuvas dos dias anteriores. As casas e demais construções são muito simples, sem acabamento e com tijolos aparentes.

Imagem de uma rua típica de Uyuni com enchentes devido às chuvas
Rua típica de Uyuni

Como é fácil imaginar, o turismo é muito importante para a economia local. Para ter uma ideia, a cidade tem pouco mais de 10.000 habitantes, conta com mais de 170 agências e 1.500 guias. Cada uma das operadoras envia 3 carros diariamente ao salar, em média.

De acordo com o tour contratado, deveríamos nos hospedar no Hostal de Sal. Como estava fechado pelas chuvas, ficamos no Hostel Salarcito, no centro da cidade. Muito simples, mas limpo e razoavelmente confortável. Mais uma vez ficamos em suítes privativas por um adicional justo. Tinha wifi grátis que, apesar de bem básica, foi o suficiente para receber e enviar mensagens de texto. A surpresa fez nossa alegria.


Salar de Uyuni (ou Salar de Tunupa)

Apesar de não estar previsto no roteiro original, recomendamos que negocie com seu motorista uma visita adicional ao salar durante o pôr do sol, assim que chegar à região. Fizemos isto e foi uma experiência extra maravilhosa. Ele nos cobrou apenas $b100, valor dividido por todos do grupo. Como estávamos em quatro pessoas, ficou bem aceitável.

Imagem do Pôr do Sol no Salar de Uyuni
Pôr do Sol no Salar de Uyuni

Em nosso caso, a primeira surpresa é que havia uma enorme camada de água sobre o sal. Para trafegar no salar, principalmente durante a cheia, é preciso ir muito devagar. Estávamos com botas de trekking e disseram que havia apenas dois dedos de água, o que teria sido bem tranquilo. Na verdade, havia ao menos uns 8cm e não conseguimos descer do carro neste primeiro dia. Para o dia seguinte, pedimos emprestadas botas de borracha ao nosso guia, tipo galocha de chuva. Feias, mas extremamente funcionais.


Foto de cima do carro no salar do Uyuni
Foto de cima do carro

Mesmo sem sair do carro, ficamos absolutamente encantados com o que presenciamos. Além de aproveitar muito o visual incrível, tiramos belas fotos. Ao sair do local, já à noite, nos surpreendemos com uma grande quantidade de carros chegando. Nosso guia nos explicou que atualmente há uma grande quantidade de chineses que passa a noite no salar. Hospedam-se nos hotéis mais próximos e luxuosos e vão em grandes grupos fotografar as estrelas.


Terceiro dia no Salar de Uyuni

Prepare-se para acordar muito cedo, passar frio e, ainda assim, ter uma das melhores experiências da sua vida! Tão absolutamente incrível que fará valer cada minutinho de perrengue durante o percurso.

Não temos palavras para descrever o amanhecer no salar durante o verão. É de tirar o fôlego, arrepiar, emocionar e fazer com que qualquer adjetivo pareça inexpressivo diante de tamanha perfeição. O sol surge por detrás das montanhas e, aos poucos, ilumina e tinge as nuvens. O céu multicolorido é refletido no chão, causando uma ilusão de ótica incrível. É como se não houvesse a linha do horizonte, o céu e o salar transformam-se em uma coisa única.

Conversando com conhecidos que foram durante o inverno e vendo suas fotos, percebi que gostaram do que viram também. Mas, em nossa opinião, nem de longe é o espetáculo que presenciamos.


Museu de Sal

Você ficará por horas admirando, brincando com as imagens e aproveitando a experiência única. Depois, irá ao Museu de Sal para o café da manhã. Uma estrutura construída no meio do salar, inteiramente em sal. Paredes, mesas e bancos, tudo branquinho. Durante algum tempo, abrigou uma hospedagem, o Hostel de Sal. O empreendimento foi desativado há 17 anos pela falta de consciência dos turistas.  Era comum os hóspedes jogarem todo tipo de lixo, como embalagens vazias, latas e bitucas de cigarro no salar.

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Atualmente, o pequeno Museu abriga algumas poucas esculturas, como a de uma lhama e uma mulher. A estrutura é utilizada pelos turistas principalmente para refeições. Cada guia leva o café da manhã ou almoço para seu grupo e serve nas mesas reservadas. Parece uma verdadeira Torre de Babel, com cada grupo se comunicando em um idioma diferente.


Após cruzar um pequeno corredor onde os antigos quartos permanecem fechados, você encontrará uma lojinha de souvenirs, com artigos regionais como malhas e pequenas esculturas de sal. Há também alguns produtos alimentícios e de higiene pessoal. Para usar o banheiro, sem descarga ou água para lavar as mãos, desembolsará $b5.

Ao lado, dois dos pontos mais fotografados do Salar. A Plaza de las Banderas ostenta bandeiras de vários países, tremulando ao vento frio da região. Refletidas no salar, atraem turistas de várias nacionalidades, que posam orgulhosos para fotos. Ainda bem próximo, o Monumento Dakar marca a passagem da famosa competição por esta paisagem ímpar.

Imagem da Escultura do Rally Dakar no Salar do Uyuni
Escultura de sal feita na ocasião do Rally Dakar

Planícies salinas

Depois de se habituar com aquela imensidão e sua beleza extraordinária, será o momento de tirar as famosas fotos divertidas. A maioria dos guias têm boas dicas para poses em perspectiva, mas aconselhamos a fazer algo que não fizemos. Se quiser brincar com as possibilidades, busque referências na internet antes de ir e chegue com as suas próprias sugestões, para não se limitar às ideias dele. Algumas pessoas levam pequenos brinquedos, como miniaturas de dinossauros, e vários outros acessórios para incrementar as imagens.

Em função das chuvas, infelizmente não conseguimos ir à ilha Inacahuasi. Um dos pontos mais visitados da região, está no meio do salar e abriga cactos gigantes, que podem chegar a 10m de altura.


Hotéis luxuosos de sal

Palácio de Sal

Na saída, conhecemos dois hotéis com vista para o salar que destoam da simplicidade de Uyuni e das demais acomodações disponíveis na cidade. Maior e mais luxuoso, o Palácio de Sal alega ser o primeiro da categoria construído com o material. Com um ótimo restaurante, wifi gratuita, aquecimento, solarium, salão de jogos e estacionamento, é literalmente um oásis no deserto de sal.

Cristal Samaña

Também totalmente construído em sal, o Cristal é o preferido pelos turistas chineses que visitam a região. Com decoração inspirada no Feng Shui e expedições ao salar durante à noite, agrada em cheio a este público. Com restaurante, salão de jogos, internet e estacionamento, é o principal concorrente do Palácio vizinho.


Feirinha de artesanato de Colchani

Passada a euforia de ter descoberto um dos lugares mais sensacionais da Terra, será a hora de ir às compras. Você será levado à feirinha de artesanato de Colchani, a aproximadamente 20km de Uyuni. Os principais artigos são os produzidos com lã de lhama, mais em conta e de melhor qualidade que os encontrados no Chile. Como referência, ponches e malhas custam entre $b70 e $b80, gorros $b30, luvas e meias $b20. Encotrará também souvenirs da região de vários modelos, principalmente pequenas esculturas em sal.

É possível visitar também uma pequena processadora de sal, com visitas rápidas guiadas que explicam o processo de extração e refinamento. Como dica, o banheiro do local é um dos melhores de todo o passeio. Aproveite e vá conhece-lo antes de encarar novamente a estrada.


Cemitério de trens

Próximo à cidade, há aproximadamente 20 locomotivas a vapor e vagões abandonados por empresas europeias que tentaram explorar a região. Apesar de renderem fotos interessantes, estão bastante pichados e o local sujo, sem manutenção alguma. Na saída, uma tímida feirinha oferece artesanato e outros produtos típicos da região.

Imagem do cemitério de trem em Uyuni
Cemitério de Trens

Na terceira noite, os grupos se separam. Para quem vai prosseguir viagem pela Bolívia a partir de Uyuni, o passeio finaliza aqui. Caso vá à capital boliviana, recomendamos ler o post do Jair, do blog Viagens e Caminhos. Ele traz dicas imperdíveis sobre o que fazer em La Paz.

Caso retorne ao Atacama, você dormirá novamente em Villa Mar. Nós ficamos acomodados no mesmo quarto do hostel. Para nossa surpresa, encontramos a roupa de cama trocada e perfumada.  


Quarto dia no Salar de Uyuni

Você sairá muito antes de amanhecer, por volta das 5h, com destino à fronteira com o Chile, para retornar a San Pedro de Atacama. Apesar de passarmos por paisagens muito bonitas, não paramos no caminho. Como mencionamos, na saída da Reserva de Fauna Andina Eduardo Avaroa será preciso apresentar os ingressos para ser liberado. A previsão é chegar à fronteira da Bolívia no final da manhã para encarar novamente a longa e fria fila.

Dica importante: é possível que os funcionários da imigração queiram cobrar uma taxa extra para saída do país. Isto não é oficial e, se você questionar, devem liberá-lo do pagamento, como ocorreu conosco. Nossos companheiros de viagem aceitaram e pagaram sem discutir. Em outras palavras, pedem propina. Argumente!


Consumo da folha de coca na Bolívia

Para evitar o soroche, o mal da altitude, os bolivianos têm o hábito de consumir folhas de coca, através de chás ou comendo-as puras. Caso você tenha aberto um sorriso malicioso imaginando eventuais efeitos alucinógenos, esqueça. Somos testemunha de que nada ocorre neste sentido, ou não estaríamos vivos para contar esta história. Nosso motorista consumia as folhas compulsivamente, aos punhados, como se estivesse comendo pipocas no cinema.

Também experimentamos e o único efeito sentido foi um persistente gosto ruim em nossa boca, de folha queimada. E só. Dizem que o chá possui outros benefícios para a saúde. Além de ser estimulante como o café, ajuda a regular a pressão arterial e facilita a digestão. Por este motivo, é muito consumido nas regiões andinas após as refeições. A concentração de cocaína nas folhas de coca é muito baixa, apenas entre 0,1% e 0,8%.


O que levar ao Salar

Um dos grandes desafios para ir ao Salar de Uyuni, assim como para o Deserto do Atacama, é fazer as malas. Apesar de ser um passeio de poucos dias, você enfrentará oscilações térmicas significativas e, se pretende ir às termas, levar até roupa de banho e toalhas. As temperaturas sobem no meio do dia, mas podem ser negativas no início da manhã e após o pôr do sol. Como já dissemos, o melhor é usar várias camadas de roupas.

Independente do roteiro sugerido pela agência, você enfrentará uma região desértica e fará várias caminhadas. Principalmente se for durante o verão, quando há uma pequena camada de água sobre o salar, lembre-se que a água salgada espirrará em sua roupa ao caminhar e sujará bastante. Portanto, recomendamos cuidar do seu conforto e deixar a vaidade em casa.


Recomendamos usar a lista abaixo como um check list:

– Calças e camisetas confortáveis

– Calçado de caminhada, com solado resistente. Os salares maltratam solados mais delicados. Esqueçam as botas comuns e com salto em casa! Tênis também não são adequados para este passeio 

– Jaqueta térmica e corta ventos e uma bolsa pequena para levar com você no trajeto com os ítens pequenos, visto que provavelmente sua mala estará no topo do carro onde não terá acesso fácil

– Roupa de banho, toalha e chinelo, caso queira ir às termas

– Luvas, cachecol e gorros

– Óculos de sol com lentes de proteção UV

– Garrafinha de água (de preferência térmica)

– Protetor solar com fator mínimo 50  

– Protetor labial

– Hidratante para o rosto e corpo

– Colírio e soro fisiológico

– Papel higiênico, lencinhos umedecidos e álcool gel

– Além de remédios de uso contínuo, leve para dor de cabeça, enjoo e pastilhas para a garganta

– Sugerimos também um saco de dormir próprio. Além de aquecer caso o hostel seja muito frio, ainda poderá ajudar caso as roupas de cama não estejam adequadamente higienizadas. Será muito bom passar a noite em um espaço quente e limpo. Não precisamos usar, mas ainda assim recomendamos levar.

Acredite, os itens acima poderão fazer muita falta durante a viagem. Se achar que esquecemos algo importante, nos ajude a melhorar esta lista nos comentários.


Planejando sua visita ao Salar de Uyuni, aproveite para incluir a visita ao Deserto do Atacama, pois são passeios complementares e bem viáveis de serem feitos na sequência. Veja nossa recomendação para seu planejamento:

https://suasproximasviagens.com.br/deserto-do-atacama/

 

Desculpe a insistência, mas realmente achamos importante a tranquilidade de contar com um Seguro Viagem neste passeio ao Salar de Uyuni.

Importantíssimo lembrar que uma viagem para a Bolívia requer certos cuidados com sua saúde e bagagem. Tanto pela altitude ou trajeto e terreno, quanto pela alimentação. Neste caso, considere contratar um Seguro Viagem, pois qualquer incidente poderá lhe dar uma despesa não planejada. Neste outro post, explicamos mais detalhes sobre a importância de um seguro viagem. Faça agora a simulação do valor do seu seguro viagem e veja que sua tranquilidade custará menos do que imagina.


 

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Nós frequentemente usamos estes serviços em nossas viagens e recomendamos. Em muitos artigos, deixamos de mencionar diversas empresas, pois não tivemos boas experiências com elas. Nosso objetivo é ajudar você a planejar suas próximas viagens para que sejam sensacionais!

 
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13 Comments

  1. O Salar de Uyuni é um lugar que eu quero muito conhecer. Fico encantada com as fotos! Todas incríveis! Valeu pela dica do carro. Não sabia do leilão.

    • Adriano Bolzani

      Muito obrigado pelo feedback. O lugar é realmente muito bonito. Pena que o País não desenvolveu uma melhor infraestrutura para o turismo. Abração

  2. Completíssimo e com um relato incrível! O Salar de Uyuni é realmente uma experiência memorável! Parabéns pelo trabalho!

  3. Nossa, seu post está muito completo mesmo!! Amei. Quero tentar ir na época de chuva para pegar ele espelhado, acho tão lindas as fotos nessa época. Obrigada demais por todo esse guia, adorei a sessão sobre o que levar para lá.

    • Silvia Bolzani

      Oi Juliana, muito obrigada pelo retorno. Ficamos felizes ao inspirar nossos leitores a viajar para os mesmos lugares que nós. O guia está extenso, mas com muitas dicas úteis para quem planeja ir ao destino. Vou torcer para que volte do Salar de Uyuni tão encantada quanto nós! Um beijo.

  4. Silvia Bolzani

    Muito obrigada, Paula! A ideia foi dar uma ideia da experiência completa para quem planeja conhecer o Salar. Você está super certa: vimos vários viajantes sofrendo pela falta destes produtos, sem ter onde comprar.

  5. Excelente post, super completo! O mais importante para mim foi a checklist pq as pessoas as vezes subestimam o que Uyuni faz com a pele e como resseca os lábios, sempre bom lembrar de trazer uma farmacinha e produtos!

  6. Sílvia Bolzani

    Que legal, Carolina! Nossa ideia ao fazer o post foi inspirar vocês a conhecerem Uyuni, pois este lugar é incrível.
    Vou torcer para que você vá em breve. Depois nos conte se as dicas ajudaram. Um abraço

  7. Adorei! O post, as fotos, tudo. Quero conhecer o Salar de Uyuni e seu post vai me ajudar muito, obrigada!

  8. Gostei muito da aventura!!!

  9. Parabéns!!! Muito lindo e sugestivo para um belíssimo passeio.

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